Fábrica da LG de SP será fechada; e produção passará ser em Manaus

A empresa fará a transferência da produção de notebooks, monitores e all in one para sua unidade de Manaus

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Um dia depois de anunciar o encerramento de sua divisão de celulares no mundo , fabrica LG SP anunciou nesta terça-feira (6) que vai transferir todas suas linhas de produção de monitores e notebook de sua fábrica em Taubaté, no interior de São Paulo, para Manaus.

Ficaria na cidade de São Paulo apenas a operação de call center da empresa. Com isso, o sindicato dos metalúrgicos estima a demissão de 700 dos atuais 1.000 funcionários da LG no município de São Paulo.

A planta localizada no Vale do Paraíba tinha ainda 400 empregados na linha de celulares smartphones, que será encerrada. A transferência ocorre em razão das isenções fiscais que a LG tem na Zona Franca de Manaus .

Nesta segunda-feira, logo após o anúncio do fim da unidade, a multinacional sul-coreana havia dito que manteria a produção de monitores e notebooks em Taubaté. Nesta terça, porém, em reunião com o sindicato dos metalúrgicos, a empresa afirmou que irá manter em São Paulo seu call center.

“A empresa fará a transferência da produção de notebooks, monitores e all in one para sua unidade de Manaus, de modo que fortaleceremos nossa competitividade comercial em TV, PCs e monitores”, disse a LG em nota. A companhia disse ainda negociar com o sindicato de Taubaté para “implementar compensação adicional aos direitos já vigentes” aos dispensados.

Ao sindicato de Taubaté, a empresa afirmou que esta decisão foi tomada em função de ter benefícios fiscais no Amazonas e não dispor das mesmas isenções em São Paulo. A entidade terá novas reuniões com a LG até sexta-feira, e busca reverter esta decisão.

“A decisão de transferir a fabricação de notebooks e os monitores para o Amazonas foi tomada, segundo a empresa, depois que o governo de São Paulo decidiu não renovar a isenção de ICMS para o setor. LG SP diz que conversou com o governo (estadual), mas não teve jeito. Aproximadamente 700 seriam demitidos”, diz o presidente do sindicato dos metalúrgicos de Taubaté, Cláudio Batista.

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